Suplementos alimentares tentam o melhor dos dois mundos - Diário Económico

22 de Fevereiro de 2016

Temos assistido nos últimos anos à proliferação de suplementos alimentares para todos os gostos e feitios.

A valorização do corpo, acompanhada da preocupação de hábitos de vida saudáveis, criou o ambiente propício à vulgarização de produtos naturais e de muitos que apenas aparentam sê-lo. Esta tendência tem sido acompanhada da oferta crescente de suplementos alimentares, aos quais são atribuídas as mais variadas virtudes.

Para que fique claro, não tenho qualquer preconceito, ideologia ou credo contra a comercialização de suplementos alimentares. Dito isto, considero altamente censuráveis algumas práticas promocionais a que se tem assistido de transfiguração de suplementos alimentares em medicamentos ao sabor das conveniências.

Os motivos que levam ao surgimento destas estratégias comerciais são muito simples. É que, se por um lado é muito mais simples e barato colocar no mercado suplementos alimentares do que medicamentos, por outro, de acordo com a regulamentação europeia e nacional aplicável na comercialização de suplementos alimentares, não podem ser feitas alegações de saúde (com excepção das que se encontram registadas no registo de alegações de saúde da UE, acessível através do link http://ec.europa.eu/nuhclaims/). No entanto, a pressão que pode ser feita sobre pessoas que sofram de determinada patologia para a compra de um produto é muito maior se o produto em causa for apresentado com propriedades curativas do que se for apenas um reforço nutricional.



Continuar a ler no Diário Económico.



[Nota: O direccionamento pelo nosso site para sites de terceiros é feito na estrita medida de mera indicação, não se responzabilizando a Cuatrecasas, Gonçalves Pereira pelos respectivos conteúdos.]


Partilhar: 
Notícias relacionadas