Inditex reconhecida com o Prémio Manuel Olivencia para o Bom Governo da Sociedade pela sua gestão durante a COVID-19

20 de Janeiro de 2021

A Fundação Cuatrecasas, através de um júri independente presidido por Matías Rodríguez-Inciarte, decidiu conceder o Prémio Manuel Olivencia para o Bom Governo da Sociedade para distinguir as melhores práticas de governo das sociedades cotadas em Espanha à Inditex (Indústria de Desenho Têxtil, SA). O ato de entrega do prémio terá lugar na quinta-feira, 18 de fevereiro, vía streaming a partir do Palácio da Bolsa de Madrid.

Na terceira edição do Prémio Manuel Olivencia distinguiram-se, sobretudo, os aspetos relacionados com a boa gestão da crise causada pela pandemia de COVID-19, sem esquecer o acompanhamento de outras práticas de governo da sociedade orientadas de modo a promover uma gestão adequada, transparente e sustentável das empresas.

Para  a concessão do Prémio, o júri teve em conta, entre outros aspetos, o nível e a qualidade da transparência  informativa da Inditex nos últimos meses, a oportuna adaptação do regime de assembleia geral às circunstâncias excecionais (facilitando de maneira ampla a participação e o exercício dos direitos de voto dos acionistas), o ajuste da retribuição de diretores e acionistas, e a atenção para com as necessidades dos colaboradores. Tudo isto acompanhou o desenvolvimento de uma ambiciosa política de responsabilidade social empresarial. Ao mesmo tempo, a empresa mantém uma adequada estrutura de governo societário, na qual se destaca o nível de independência e de diversidade no conselho e a separação dos cargos de presidente e diretor executivo.

O galardão atribuído pela Fundação Cuatrecasas homenageia a memória de Manuel Olivencia, humanista, catedrático de Direito Comercial da Universidade de Sevilha, vice-presidente da Cuatrecasas e presidente da comissão redatora do primeiro código espanhol de Bom Governo em 1998, conhecido como Código Olivencia.

 

Sobre a Inditex

A Inditex é um dos maiores grupos de distribuição têxtil à escala mundial. Possui 7.469 lojas em 96 mercados e vende em 202 mercados, 66 deles com plataforma própria. Conta com oito formatos comerciais: Zara, Pull&Bear, Massimo Dutti, Bershka, Stradivarius, Oysho, Zara Home e Uterqüe. O Grupo inclui também sociedades ligadas a diferentes atividades que compõem o design, a fabricação e a distribuição têxtil.

O seu modelo de negócio sustentável e integrado para lojas online, baseado na inovação e na flexibilidade e na sua forma de compreender a moda, - criatividade e design de qualidade, juntamente com uma resposta adaptada à procura do mercado - permitiram-lhe uma rápida expansão internacional e um excelente acolhimento dos seus diferentes conceitos comerciais, tanto em loja física como em loja online.

A primeira loja da Zara abriu as portas ao público em 1975 na Corunha  (no noroeste de Espanha), onde o Grupo iniciou a atividade e onde se localiza a sede central. Atualmente, podem-se encontrar lojas do grupo Inditex em centenas de cidades dos cinco continentes, maioritariamente nas artérias comerciais mais relevantes.

A Inditex está cotada em Bolsa desde 23 de Maio de 2001, após uma Oferta Pública de Venda de Ações que sucitou um grande interesse por parte de investidores de todo o mundo, com uma procura superior a 26 vezes o volume da oferta. As suas ações estão incluídas nos principais índices bolsistas espanhóis e internacionais.

 

Sobre o Júri da III Edição do Prémio Manuel Olivencia

O júri foi constituído por um total de 15 membros de elevado prestígio e reconhecimento no campo empresarial e jurídico de Espanha, tendo sido liderado pelo seu presidente, Matías Rodríguez-Inciarte, Presidente do Santander Universidades, licenciado em Ciências Económicas pela Universidade Complutense de Madrid e membro do Conselho de Técnicos Comerciais e Economistas do Estado.

Integraram o júri como vogais: Juan Arena, ex-presidente do Bankinter e administrador da Meliá Hotels International; Francisco Ballester, sócio honorário da Cuatrecasas; Jaime Caruana, ex-governador do Banco de Espanha e membro do conselho de administração do BBVA; Eva Castillo, ex-presidente da Telefónica Europa, ex-presidente da Merrill Lynch Espanha e Portugal, e membro dos conselhos de administração do Bankia e da Zardoya Otis; Óscar Fanjul, vice-presidente da LafargeHolcim e da Ferrovial; Rosa María García, vogal independente do conselho de administração da Mapfre; Cristina Garmendia, presidente da Fundação Cotec; Ignacio Gil-Casares, administrador externo, sócio da sociedade Merlin Properties, e membro das comissões de Nomeações e de Remunerações; Luis Isasi, presidente do Santander Espanha e senior advisor da Morgan Stanley; Consuelo Madrigal, ex-procuradora-geral do Ministério Público espanhol; Francisco Pérez-Crespo, sócio da Cuatrecasas; Soraya Sáenz de Santamaría, sócia da Cuatrecasas e ex-vice-presidente do Governo espanhol; Alfonso Sánchez-Tabernero, reitor da Universidade de Navarra; e Antonio Zoido, presidente de Bolsas e Mercados Espahóis e da Bolsa de Madrid. Rafael Hidalgo, consultor da Cuatrecasas, é secretário não-membro, e Juan Aguayo, sócio da Cuatrecasas, é o diretor do Prémio.

 

Sobre as edições anteriores do Prémio

Em poucos anos, o galardão converteu-se numa referência no reconhecimento das melhores práticas de governo das sociedades cotadas em Espanha. Nas suas anteriores edições (2018 e 2019), o Prémio Manuel Olivencia para o Bom Governo das Sociedades foi atribuído à International Airlines Group (IAG) e à Amadeus IT Group, S.A.

Em ambos os casos, o júri destacou a composição dos seus conselhos de administração, constituídos por uma ampla maioria de administradores independentes, incluindo os seus presidentes, e sublinhou a sua política de relação com os investidores, a duração do mandato dos administradores, os processos de seleção e formação dos membros do conselho, e a transparência em matéria de retribuições.

 

Sobre Manuel Olivencia

Manuel Olivencia foi um grande jurista que combinava a vocação do ensino na sua cátedra de Direito Comercial com o desejo de partilhar o conhecimento a partir do seu trabalho profissional na Cuatrecasas, a sociedade de advogados de que era sócio. Ao seu impressionante curriculum profissional como advogado, professor universitário, subsecretário da Educação, Comissário da Expo ‘92 de Sevilha e presidente da comissão redatora do Código Olivencia, soma-se o seu percurso pessoal e a recordação indelével que deixou na sua família, nos seus amigos, nos seus alunos, nos seus colegas de profissão, e em todos os que o conheceram e com ele se relacionaram.

Os prémios e reconhecimentos que acumulou ao longo da sua vida são inúmeros, tanto em Espanha como no estrangeiro, já que foi um homem extremamente cosmopolita que estudou e viveu em vários países. Entre outras, Manuel Olivencia detinha várias distinções de Grã-Cruz nacionais, como a de Afonso X o Sábio, Isabel a Católica, a de Mérito Militar ou a de San Raimundo de Peñafort, bem como a de San Jorge da Generalitat da Catalunha. Era “Hijo Predilecto” de Ronda e “Adoptivo” de Sevilha e recebeu a medalha de ouro de Ceuta, onde viveu parte da sua infância.

 

Sobre a Fundação Cuatrecasas

A Fundação Cuatrecasas, criada em 1991, desenvolve a sua atividade em prol de projetos relacionados com o Estado de Direito e o acesso à Justiça, em consonância com o Pacto Global das Nações Unidas e o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 16: Paz, Justiça e instituições sólidas. As atividades centrais da Fundação são o Prémio Manuel Olivencia para o Bom Governo das Sociedades, a Bolsa Manuel Olivencia e a criação da Fundação Pro Bono Espanha, uma plataforma participada por uma vasta representação do mundo jurídico para desenvolver os projetos Pro Bono em Espanha. 

 

Mais informações

Prémio Manuel Olivencia para o Bom Governo das Sociedades

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