Bondalti conclui OPA da Ercros para criar um importante interveniente ibérico no sector químico

2026-04-08T11:26:00
Espanha Portugal

Cuatrecasas assessora a Bondalti na OPA da Ercros, operação de grande complexidade técnica e significativa relevância para os mercados financeiros

Bondalti conclui OPA da Ercros para criar um importante interveniente ibérico no sector químico
8 de abril de 2026

A Cuatrecasas assessorou o grupo industrial português Bondalti no processo de oferta pública de aquisição (OPA) da empresa catalã Ercros, S.A. A operação foi concluída com a aquisição de uma participação de controlo na sociedade, e com a estruturação, formalização e conclusão do financiamento exigido para completar a transação.

A OPA, de âmbito transfronteiriço e sujeita a múltiplas autorizações regulatórias e a uma estrutura de financiamento sofisticada, permitiu à Bondalti posicionar-se como um interveniente de destaque na Península Ibérica no sector químico, com a dimensão necessária para competir num mercado global e antecipar-se aos desafios que a indústria química europeia enfrenta.

A operação tem uma relevância significativa para os mercados financeiros e o tecido empresarial espanhol, ao impulsionar umas das poucas OPAs não solicitadas realizadas em Espanha, e a única concluída com sucesso; o que destaca o carácter excecional.

Nesse contexto, a assessoria da Cuatrecasas demonstrou-se determinante, tendo em conta o sector de atividade da Ercros, a origem do investimento (Portugal) e o envolvimento de diversas áreas especializadas (Concorrência, Financeiro ou Mercado de Capitais, entre outros). O serviço, homogéneo e integral, esteve alinhado com as exigências regulatórias e operacionais inerentes à operação.

A equipa responsável pela assessoria foi composta pelos sócios Pere Kirchner e Gerard Correig, da área de Societário; Héctor Bros y Manuel Requicha Ferreira, da área de Financeiro; Irene Moreno-Tapia e Pedro Marques Bom, da área de Concorrência e Martí Adroer y Serena Cabrita Neto, da área de Fiscal.

“De elevada complexidade técnica, a operação estava sujeita a autorização em matéria de investimentos estrangeiras (FDI) pelo Conselho de Ministros, bem como a autorizações de concorrência pelas autoridades espanholas e portuguesas, e financiada mediante uma emissão de obrigações em Portugal. É a OPA com o período de tramitação mais longo da história em Espanha”, afirmaram os responsáveis pela assessoria.

8 de abril de 2026